quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Sensores Automotivos


   Desde o primeiro carro a sair de fábrica com o ar condicionado o Packard One-Eighty em 1939, muita coisa mudou, inclusive as tecnologias que vem sendo adotadas nos veículos.

Hoje os carros além de conforto e segurança, possuem componentes que estão substituindo a ação do motorista graças aos sensores: do sensor de estacionamento a sensor solar.
Mais neste post vou falar exclusivamente dos sensores relacionados ao ar condicionado automotivo.

   Os sensores são componentes localizados estrategicamente nos automóveis, para captar diversas informações internas e externas, como temperatura, pressão, movimento, posição, chuva etc., estes enviam a informação para a ECU (Unidade de Comando Eletrônico) que transforma tudo em sinais elétricos e analisa qual a melhor estratégia a seguir.

Módulo eletrônico:  módulo eletrônico feito para concentrar todas as funções de controle para aplicações específicas.  Também chamado de ECM (Electronic Control Module) ou ECU (Electronic Control Unit).




Sensores do Ar Condicionado



  1. Sensor da Temperatura do liquido de arrefecimento:





   Em alguns modelos de veículos existe um interruptor térmico, mais conhecido como cebolão que fica no radiador do veiculo, sendo responsável por ligar o eletro ventilador, no momento em que a temperatura programada é atingida. Nos carros com ar condicionado ele possui três pinos, devido ao eletro do ar condicionado precisar de duas velocidades.





   Nesses interruptores existe a necessidade de um contato constante com água quente, para que seja fechado o contato, caso contrário o interruptor não fecha , fazendo com que a água quente fique alojada em algum ponto do motor causando danos graves.

Outro problema é o radiador de água estar com defeito, ocasionando a passagem incorreta de água quente pelo interruptor.

   Nos carros mais modernos o antigo cebolão, foi dispensado, em virtude da informação enviada pelo sensor a ECU. A partir dessa informação a ECU determina o acionamento ou não do eletro-ventilador.


 2. Sensor de Temperatura do Ar Condicionado:






   Os veículos equipados com sensor de temperatura do ar condicionado estão localizados próximos ao evaporador. 
São termistores, (sensores de temperatura fabricados com materiais semicondutores), cuja resistência elétrica pode variar tanto de forma proporcional ou inversa com o aumento de temperatura ao qual o sensor for exposto.
 São constituídos de um suporte, onde é montado o elemento NTC (coeficiente negativo de temperatura). 
   Sua principal função é equalizar a temperatura, não deixando assim a temperatura baixar a ponto de ocorrer o congelamento do evaporador, ou interrompendo o funcionamento do compressor por segurança. No sistema de arrefecimento controla o acionamento do eletro ventilador.




 3. Sensores de Temperatura Externa:










     O Sensor de temperatura externa localiza-se ou embaixo do retrovisor do lado do passageiro ou no para-choque dianteiro de vários veículos, ele detecta a temperatura externa ao automóvel, sendo orientado pela ECU, fazendo com que a mesma realize o acionamento do misturador do ar quente ou não, de acordo com a indicação do condutor ao selecionar a temperatura desejada no painel do comando eletrônico do Ar Condicionado.




Dicas de Localização dos  Sensores 




Modelo Honda Civic ano 2008.


      Localização do sensor de temperatura externa: no para-choque dianteiro.

Dica: a leitura da temperatura pode ser afetada pelo reflexo da superfície da rodovia e pela exaustão do trafego ao redor, ocorrendo uma leitura incorreta quando o veiculo estiver em velocidade inferior a 30Km/h.

       Sensor de temperatura interna: próximo á coluna de direção.




Modelo Fusion 2.4 Duratec ano 2007


Temperatura externa: no para-choque dianteiro lado esquerdo.
Temperatura do habitáculo: abaixo do volante da direção.
Temperatura do evaporador: no evaporador, acesso por trás do painel, tendo a necessidade de removê-lo.


Dica: O sensor pode transmitir valores errados ao módulo, como se o evaporador estivesse congelando, assim o compressor não liga. Este problema pode ser intermitente ou bloquear de vez a ligação do compressor. Para ver este problema é necessário passar o Scanner no módulo da injeção eletrônica e pode não aparecer como um erro, então é preciso ler o valor que esta marcando no sensor.

   O sensor de temperatura externo, também pode apresentar problemas e pode bloquear o funcionamento do compressor, quando este informar temperaturas negativas ao módulo. Sempre procurar fazer o teste dos sensores.



Modelo Polo Climatic ano 2002 a 2005.


   Localização do sensor de temperatura do ar condicionado: na saída do evaporador
  O sensor está próximo ao pedal do acelerador. Para removê-lo basta desconectar o conector e puxá-lo com cuidado.

Dica: Os modelos equipados com sistema Climatic, contam com um sensor anticongelamento. Este sensor pode oxidar, ou não enviar pulsos ao módulo, fazendo com que o ar não funcione. Geralmente não aparece a falha em Scanners.



Modelo Megane Dynamique 1.6 16V  ano 07/08


   Localização do sensor de temperatura externo: retrovisor lado direito (atrás do acabamento de forração de porta ou o conector de ligação da porta coluna direita).

Dica: geralmente apresenta mal contato, fazendo que no display do carro apareça temperaturas negativas e falhando quando a temperatura abaixa de 4ºC, não funcionando o Ar Condicionado.

   Concluindo nossa parte sobre os sensores de Ar Condicionado, indicamos que veículos que possuam sensores de temperatura interna e externa, sejam feitos testes a parte do funcionamento dos mesmos, sempre que ocorrerem problemas com o ar condicionado ou verificar temperaturas negativas no display do veiculo. Tendo um diagnostico mais preciso antes de trocar qualquer outra peça.


terça-feira, 20 de agosto de 2019

BOBINA MAGNÉTICA DO COMPRESSOR E SEUS PROBLEMAS MAIS COMUNS




A Bobina ou Magneto é um dos componentes que forma o conjunto de embreagem do compressor do Ar Condicionado Automotivo.



As bobinas são eletroímã (O eletroímã é um dispositivo que utiliza corrente elétrica para gerar um campo magnético, semelhantes àqueles encontrados nos ímãs naturais.) com tensão 12 ou 24 Volts, que criam uma indução magnética , fazendo com o que o cubo (plator) se acople, movendo o conjunto de embreagem.

As bobinas 12 volts, tem uma resistência por volta de 3,5 a 5 ohms á 20°C e um consumo de corrente de cerca de 2,5 a 4,5 ampères. 
As bobinas de 24 volts tem uma resistência por volta de 16 a 20 ohms á 20ºC.

Dica: Ohms é a relação entre a tensão de um volt e uma corrente de ampère. Um elemento condutor ou isolante, que tenha uma resistência elétrica de 1 ohm, provocará uma queda de tensão de 1 volt a cada 1 ampère que passar por ele.


ALGUNS PROBLEMAS COMUNS

BOBINA DELPHI CVC

A Bobina CVC é utilizada em vários veículos, como: Corsa, Celta, Palio, Fox, Meriva entre outros, sua medida é:
Diâmetro externo: 91,80 mm
Diâmetro interno: 60 mm
Espessura: 26,60 mm
Encaixe pescoço: 45 mm
Voltagem: 12 Volts

Essa bobina possui um termofusível (fusíveis térmicos) que é posicionado na face da bobina, muito próximos à polia e servem para romper o funcionamento da bobina em caso de superaquecimento do conjunto de embreagem. A temperatura de queima deste termofusível é de cerca de 180°C.


A função deste termofusivel é evitar que o motor do carro “apague” repentinamente ou que arrebente a correia de acessórios do motor.

Possíveis defeitos encontrados no dia a dia:

1-    Falta de arrefecimento, por um problema elétrico no eletro ventilador, podendo ocasionar sobrecarga e temperaturas altas no compressor, o que leva a queima da bobina.

2-    A falha na Bobina CVC geralmente ocorre quando o compressor trava em funcionamento e, como efeito, patina o conjunto de embreagem.

3-    Se o rolamento da polia do compressor estiver com ruído, com desgaste, ou sem lubrificação nas esferas internas certamente vai gerar maior aquecimento o que poderá afetar a durabilidade da bobina, além é claro das vedações do compressor.


4-    Muitas bobinas possuem diodos, para evitar um pico de corrente no relé, ao desligar. Quando o Chicote da bobina está rompido e se faz a substituição, se a polaridade for invertida, pode queimar o diodo.

5-    A queima da bobina com termofusível (180ºC) geralmente está relacionada com superaquecimento do compressor, isso pode ocorrer quando o rolamento da polia está danificado ou quando o filtro secador está saturado. 


6-     Excesso de gás ou gás contaminado;

7-     Excesso de óleo no sistema;


8-     Folga incorreta do conjunto de embreagem (recomendada entre 0,3 a 0,8mm).






CÁLCULO DE AMPERAGEM DA BOBINA


Para cálculo manual precisaremos recordar algumas leis aplicadas à eletricidade.
As unidades da eletricidade  definidas pelo Sistema Internacional para as grandezas físicas relacionadas pela lei de Ohm são:
1.     tensão (V) : medida em volts
2.     intensidade de corrente (I); medida em ampères
3.    E a resistência (R) medida em ohms.


Para relacionarmos essas três, segue-se a formula abaixo:

I = V/R

Intensidade de corrente é igual à tensão dividida pela resistência.

Aumentando a tensão, aumentará o fluxo de corrente. Diminuindo a resistência em um sistema elétrico, aumentará o fluxo de corrente.

A potência elétrica é medida em watts. Num sistema elétrico a potência (P) é igual à tensão multiplicada pela corrente.

P = V.I

Num sistema elétrico, aumentar a corrente ou a tensão resultarão em maior potência. 









Na tabela acima, usando apenas duas grandezas, podemos calcular a terceira, com as fórmulas. Isso pode ser muito útil em diversas situações, onde não temos um instrumento de medida (amperímetro).

Bobinas são peças que podem apresentar defeitos intermitentes ou permanentes. Nos defeitos intermitentes um bom teste é medir a corrente de consumo, pois na maioria das vezes quando a bobina aquece a camada de verniz que isola as espirais umas das outras acaba se rompendo e fechando  curto ou vazando corrente entre si causando o colapso do campo magnético.
É importante também conhecer a amperagem correta de uma bobina em bom estado e sempre que possível medir as bobinas e anotar, essa orientação irá ajudar a encontrar os defeitos futuros.



segunda-feira, 5 de agosto de 2019

UTILIZAÇÃO DO PAQUÍMETRO E SUAS MEDIDAS




Origem do Paquímetro


   O paquímetro do grego: paqui (espessura) e metro (medida), por vezes também chamado de Craveira em Portugal ou Cálibre. É um instrumento usado para medir as dimensões internas, externas e de profundidade de pequenos objetos e peças.

  Sua invenção é atribuída a Pierre Vernier (1584 – 1638) foi um geômetra e fabricante de instrumentos científico francês e a Pedro Nunes (1502-1578) um matemático Português que ocupou o cargo de cosmógrafo-mor para o Reino de Portugal.

  O paquímetro universal é o mais utilizado por profissionais de várias áreas para se chegar a medidas exatas, é também utilizado para medir as peças de componentes de Ar Condicionado Automotivo como: bobina, rolamento, válvulas block entre outros itens.

  O cursor móvel do paquímetro tem uma escala de medição que se denomina nônio ou vernier em homenagem aos seus criadores, que permite uma precisão decimal de leitura através do alinhamento desta escala com uma medida da régua.

   Consiste em uma régua graduada, com encosto fixo, sobre a qual desliza um cursor:




1: Faces para medição externa, 2: Face para medição interna, 3: haste de profundidade, 4: escala inferior (graduada em mm), 5: escala superior (graduada em polegadas), 6: nônio ou vernier inferior (mm), 7: nônio ou vernier superior (polegada),8: trava.





COMO FUNCIONAM AS MEDIDAS

Polegada

                       

  A polegada é uma unidade de comprimento usada no sistema de Unidade inglesa ou medida imperial. Uma polegada são 2,54 centímetros ou 25,4 milímetros.

  A polegada tem sua origem na idade média onde os romanos mediam com o próprio polegar, não todo ele, mas a distância entre a dobra do polegar e a ponta. Uma medida rápida do polegar de um ser humano adulto fornece aproximadamente 2,5 cm de comprimento para esta distância.

                                                       





LEITURA DO PAQUÍMETRO

  Na parte superior do paquímetro a escala fixa corresponde a polegadas. A polegada é dividida em 16 partes, segundo a leitura pelo sistema inglês. Nota-se que há traços maiores e menores. Os menores são impares e os traços maiores são pares.






                      
 Na figura acima 1” polegada esta dividida em 16 partes iguais. Os traços menores são impares e os maiores são pares.


Partes impares:

1/16 - 3/16 - 5/16 - 7/16 - 9/16 - 11/16 -13/16.



                     



Partes Pares:

  Nas partes pares temos 2/16 - 4/16... e assim sucessivamente, porém  os números pares são divididos pelo menor denominador comum conforme exemplo abaixo:



                

  O menor denominador comum par é 2, então divide-se ambos os números por 2, como segue o exemplo abaixo:

2/16 dividindo ficaria: 2 : 2 = 1  e  16 : 2 = 8 , então a primeira sequência par 
ficaria : 1/8

  Na sequência de números pares temos:

4/16 que fazendo a divisão pelo menor denominador comum temos:

4 : 2 = 2     e    16 : 2 = 8 

 ainda temos o número par 2/8 que pode ser dividido novamente:

2 : 2 =  1        e           8 :  2 = 4

  Neste caso poderia fazer a divisão diretamente pelo número 4, chegando-se ao mesmo resultado.

  Logo a primeira sequência ficaria assim:

 1/16 - 1/8 - 3/16 -1/4 e assim sucessivamente.

                          


   Na parte inferior do paquímetro encontra-se a escala em milímetros com capacidade de leitura de 150 mm em paquímetros universais.

  A escala principal do paquímetro está graduada em centímetros, um centímetro (1 cm)  que está dividido por dez milímetro. 

  O nônio divide o milímetro por vinte, 1/20, marcando 0,05 mm, cinco centésimos de milímetro.


TABELA DE CONVERSÃO DE POLEGADAS PARA MILÍMETROS E CENTÍMETROS
POLEGADAS
MILÍMETROS
CENTÍMETROS
1"
25,4
2,54
2"
50,8
5,08
3"
76,2
7,62
4"
101,6
10,16
5"
127
12,7
6"
152,4
15,24
7"
177,8
17,78
8"
203,2
20,32
9"
228,6
22,86
10"
254
25,4
11"
279,4
27,94
12"
304,8
30,48
13"
330,2
33,02
14"
355,6
35,56
15"
381
38,1
16"
406,4
40,64
17"
431,8
43,18
18"
457,2
45,72
19"
482,6
48,26
20"
508
50,8

  Vamos exemplificar o uso da tabela, transformando polegadas em milímetros:

  Sabemos que 1” polegada equivale a 25,4 mm ( milímetros) logo:

  36”(polegadas) x 25,4mm = 914,4 mm.

  Para transformar os milímetros do cálculo acima em centímetros, basta dividir o resultado por 10.
914,4 mm : 10 = 91,4 cm


  Para transformar centímetros em polegadas.

  Basta dividir os centímetros por 2,54 polegadas:

53 cm : 2,54 polegadas = 20,86 polegadas.



TABELA DE CONVERSÃO DE POLEGADAS FRACIONÁRIAS PARA MILÍMETROS E CENTÍMETROS

POLEGADAS FRACIONÁRIAS
MILÍMETROS
CENTÍMETROS



1/16"
1,5875
0,15875
1/8"
3,175
0,3175
3/16"
4,7625
0,47625
¼"
6,35
0,635
5/16"
7,9375
0,79375
3/8"
9,525
0,9525
7/16"
11,1125
1,11125
½"
12,7
1,27
9/16"
14,2875
1,42875
5/8"
15,875
1,5875
11/16"
17,4625
1,74625
¾"
19,05
1,905
13/16"
20,6375
2,06375
7/8"
22,225
2,2225
15/16"
23,8125
2,38125
1"
25,4
2,54

  Vamos transformar a polegada fracionária 13/16 em milímetros.

  Divida o numerador 13 pelo denominador 16:

13 :16 = 0,8125

  O resultado multiplique por 25,4mm:

0,8125 x 25,4 = 20,6375mm

  Para centímetros, basta pegar o resultado do cálculo anterior e dividir por 10.

20,6375 mm : 10 = 2,06375 cm


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